Me vê um sereníssima, filtro azul, maço.
Tenho por hábito fumar minha tristeza. Acho que a calmaria está na vingança indireta. Como se me matar um pouquinho fosse valer de um ato corajoso de maltratar a quem minha vida valoriza o respirar. Geralmente são esses a fonte dos meus pesares, os demais, pouco me importa. Ou talvez seja só a sensação que fornece a nicotina. As arestas estão aí pra machucar. Pois bem, que machuque.
Sempre fui fã de Lupicínio no escuro da porta Fechada. Afinal, a dramaturgia nunca teve a ver com maturidade nem com racionalidade. Os olhos bonitos, que por hora te tiram o sono, te provocam estafa pela manhã. Canso, fumo...
...o que em demasia compromete o coração.